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O tamanho da nossa influência no mundo

O tamanho da nossa influência no mundo

Você já parou para pensar como seria a vida das pessoas ao seu redor se você simplesmente não existisse? Não estou falando em um sentido grandioso, como se alguém fosse “salvar” o outro, mas nas pequenas influências do cotidiano – aquelas que muitas vezes passam despercebidas.

A vida é feita de hábitos, encontros, decisões e coincidências. E, em muitos desses momentos, somos nós que deixamos alguma marca no caminho de alguém.

Pense, por exemplo, em algo simples: você visita um amigo e leva um pãozinho quente, acompanhado daquela manteiga que você tanto gosta. Ele nunca teve esse hábito, nunca parou para pensar nisso. Mas gostou da experiência. No dia seguinte, passa na padaria e compra pão quente também. De repente, aquilo vira parte da rotina dele. Algo pequeno, quase banal – mas que surgiu por sua influência.

Agora pense em algo um pouco maior. Talvez você tenha apresentado duas pessoas, dado um telefone, feito uma ponte. Quem sabe indicou um profissional, um parceiro de negócios, ou simplesmente reuniu amigos em um encontro casual. A partir daquele gesto, novos caminhos surgiram. Negócios aconteceram. Oportunidades apareceram. Talvez alguém tenha mudado de patamar na vida profissional por causa de uma simples apresentação que você fez.

E o mais curioso é que muitas vezes nunca saberemos a dimensão disso.

Há também as influências invisíveis do comportamento. Um “bom dia” caloroso pode mudar o humor de alguém e até redefinir a forma como essa pessoa passa a tratar os outros. Da mesma forma, um “bom dia” seco ou mal-humorado pode ensinar, pelo contraste, o tipo de pessoa que alguém decide não ser.

Até nossas falhas influenciam.

Tudo que fazemos – do menor gesto ao maior ato – cria algum tipo de efeito ao redor. Um comentário, uma atitude, uma decisão. Cada pequena ação gera consequências que se espalham, muitas vezes de formas que nunca imaginamos. É quase como o chamado efeito borboleta: um pequeno movimento que desencadeia mudanças em cadeia.

Se ampliarmos esse pensamento, ele chega até nossa própria família. Como seriam as pessoas que convivem conosco se não houvesse nossa presença? Como seria a personalidade de um filho, de um irmão, de um parceiro ou parceira, se nossas conversas, hábitos e atitudes não fizessem parte da vida deles?

E essa influência começa ainda antes do nosso nascimento. Se não fôssemos nós, talvez nossas mães ainda fossem mães – mas de alguém diferente, com outras características, outra personalidade, outro jeito de ver o mundo.

Nossos relacionamentos também seriam diferentes. A pessoa que está ao nosso lado seria exatamente como é hoje se não tivesse convivido conosco? As escolhas, os hábitos, as perspectivas seriam as mesmas?

Provavelmente não.

A verdade é que todos nós, gostemos ou não, participamos da construção da vida de outras pessoas. Às vezes com gestos gigantes, às vezes com detalhes tão pequenos que parecem insignificantes. Mas cada um deles deixa algum tipo de rastro.

Talvez nunca saibamos exatamente quais foram as mudanças que provocamos no mundo ao nosso redor. Mas é quase certo que provocamos alguma.

No fim das contas, talvez a pergunta mais interessante não seja apenas como seria a vida dos outros se não existíssemos – mas sim que tipo de influência estamos deixando enquanto estamos aqui.

Eu, pelo menos, espero ter feito alguma diferença para alguém.

Rodrigo Malagoli

Rodrigo Malagoli é profissional de marketing e publicidade, CEO do Grupo Novo Dia, que reúne os veículos Novo Dia Notícias, Jornal da Cidade e Jundiaí Notícias. Lidera também o Novo Dia Live, produtora audiovisual responsável por documentários sociais e pelo canal Novo Dia TV. Dirige a Focus Mídia Digital, especializada em mídia indoor e outdoor, e a Cena Blue, focada em soluções de TV Corporativa e TV Pública. É cofundador do Grape Valley, comunidade de inovação que apoia startups, e vice-presidente da Associação de Tecnologia e Inovação de Jundiaí (ATIJ). Além disso, está à frente do projeto social ONEmug, que alia arte, solidariedade e sustentabilidade em prol de instituições locais.

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