Festa da Uva vende 19 toneladas de frutas no 1º fim de semana
A 41ª Festa da Uva de Jundiaí já mostra sua força na economia rural logo no início da edição 2026. Somente no primeiro fim de semana, mais de 19 toneladas de frutas foram comercializadas, com destaque para a Uva Niagara Rosada, principal símbolo do evento, que atingiu a marca de 8.500 quilos vendidos.
Para a secretária de Agronegócio, Abastecimento e Turismo, Marcela Moro, os números reforçam o papel da festa como motor econômico do campo. “A Festa da Uva é a grande vitrine da nossa força rural. Mais do que um evento turístico, ela atua como uma poderosa alavanca de desenvolvimento econômico, conectando diretamente o campo à mesa do consumidor. O sucesso das vendas e a satisfação dos produtores mostram que valorizar quem planta é garantir renda, dignidade e a preservação da nossa história”, afirmou.
As frutas são vendidas no Espaço Uva Niagara Rosada de Jundiaí, um dos locais mais visitados da Festa, que reúne 12 estandes com produtores dos bairros Traviú, Vera Cruz, Currupira, Poste, Rio Acima, Toca, Mato Dentro, Caxambu, São José, Bom Jardim, Champirra e Roseira.
O jovem agricultor Gabriel Antônio de Almeida Fava, de 17 anos, destaca a importância do evento para toda a cadeia produtiva. “Trabalhar na Festa da Uva é muito gratificante. A gente vende um produto de qualidade, colhido no mesmo dia. Muitas vezes trago frutas de outros agricultores. É toda uma cadeia da agricultura sendo fortalecida”, contou.
Para o produtor Valdeci Kramer, a Festa é decisiva para a renda da família. “A Festa da Uva representa cerca de 60% de toda a comercialização mensal. Em um único fim de semana, chegamos a vender cerca de uma tonelada de Uva Niagara Rosada. A festa é fundamental para garantir a renda da família e manter a produção no campo”, afirmou.
O público também aprova a qualidade dos produtos. As amigas Delzer Coelho da Silva e Rosa Maria, de Suzano, saíram do parque com sacolas cheias. “Comprar direto do produtor faz toda a diferença. As frutas são doces, saborosas e fresquinhas”, disse Delzer. “Só de olhar já dá vontade de comprar. A qualidade é ótima, o preço é bom e ainda dá para degustar”, completou Rosa Maria.
