Agosto Lilás reforça combate à violência contra a mulher em Jundiaí
Durante o mês de agosto, Jundiaí ampliou as ações de conscientização, prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher. A campanha Agosto Lilás percorreu escolas, equipamentos públicos, empresas e diferentes regiões da cidade, levando informação sobre os tipos de violência e os serviços disponíveis na rede de proteção.
Em 2026, a mobilização ganha um significado especial com os 20 anos da Lei Maria da Penha. As atividades foram coordenadas pelo Núcleo de Articulação em Direitos Humanos, por meio da Assessoria de Políticas Públicas para Mulheres.
“Reconhecer uma situação de violência e saber onde buscar ajuda pode ser o primeiro passo para romper esse ciclo”, destacou a assessora Maria Aparecida Carlos.
Ações chegaram a jovens e diferentes regiões
A campanha passou pelos CRAS Central, Leste, Oeste, Nordeste e Norte, além dos CECEs Ovídeo Bueno, Francisco Gastaldo e Mario Milani. Entre as ferramentas utilizadas esteve o Violentômetro, que ajuda a identificar comportamentos e situações de violência.
Nas escolas estaduais Maria Scheldorn, Fazenda Grande e Alessandra Cristina Pezzato, aproximadamente 210 estudantes participaram de discussões sobre violência contra a mulher, respeito e relações no ambiente digital. Outros 150 adolescentes e jovens participaram de uma atividade no ESPRO.
Nos dias 16 e 17 de agosto, o Ônibus SP Por Todas esteve na Praça Governador Pedro de Toledo, oferecendo acolhimento, atendimento psicológico e social e orientação jurídica gratuita e sigilosa.
A campanha também buscou fortalecer a autonomia financeira das vítimas. Em reunião com a Patrulha Guardiã Maria da Penha, foram discutidas parcerias para encaminhar mulheres a oportunidades de emprego e recolocação profissional.
No setor privado, cerca de 50 funcionários da A3 Engenharia participaram de uma atividade sobre comportamentos e expressões cotidianas que podem reproduzir discriminação e violência.
Segundo a Prefeitura, as ações de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher devem continuar durante todo o ano.
