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Casos de doenças respiratórias caem até 72% em Jundiaí, mas vacinação ainda preocupa

Casos de doenças respiratórias caem até 72% em Jundiaí, mas vacinação ainda preocupa

Jundiaí registrou uma queda significativa nos principais indicadores de doenças respiratórias em comparação com o mesmo período de 2025. Os dados apontam reduções expressivas em casos e óbitos relacionados a vírus respiratórios, cenário atribuído principalmente às ações de vigilância e à vacinação.

O maior recuo foi observado nos casos de Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em bebês, com redução de 72,1%. Os registros de covid-19 diminuíram 68,8%, enquanto os casos de influenza apresentaram queda de 13,7%. Já os episódios de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) recuaram 17,2%.

Os indicadores de gravidade também apresentaram melhora. As mortes por SRAG caíram 35%, os óbitos por covid-19 reduziram 62,5% e as mortes relacionadas à influenza registraram queda de 30% em relação ao ano anterior.

Segundo a Diretoria de Vigilância em Saúde, os resultados refletem ações de monitoramento contínuo, vigilância epidemiológica e, principalmente, o avanço da vacinação, considerada a principal ferramenta para prevenir complicações, internações e mortes causadas por doenças respiratórias.

Apesar dos números positivos, a cobertura vacinal contra a influenza segue abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde. Até o momento, Jundiaí aplicou 57.234 doses nos grupos prioritários, alcançando cobertura de 49,1% da população-alvo, enquanto a meta nacional é de 90%.

O grupo com menor adesão é o das crianças entre seis meses e menores de seis anos, com cobertura de 33,8%. Entre as gestantes, o índice é de 34,8%, enquanto entre os idosos a cobertura chega a 55,2%.

A vacina contra a influenza está disponível para toda a população nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Clínicas da Família. Já a imunização contra a covid-19 segue as orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI), especialmente para os grupos mais vulneráveis.

A Secretaria de Promoção da Saúde também reforça a importância de manter medidas preventivas, como a higienização frequente das mãos, a etiqueta respiratória ao tossir ou espirrar e a manutenção de ambientes bem ventilados.

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