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Bebê morre com suspeita de doença meningocócica em Jundiaí

Bebê morre com suspeita de doença meningocócica em Jundiaí

A Prefeitura de Jundiaí, por meio da Secretaria de Promoção da Saúde, informou o registro do óbito de um bebê de seis meses com suspeita de doença meningocócica. O caso ocorreu no último sábado em um hospital da rede privada do município.

Após a notificação do caso, a Vigilância Epidemiológica (VE) foi imediatamente acionada e adotou todas as medidas previstas em protocolo, incluindo a avaliação para a realização de profilaxia medicamentosa em pessoas que tiveram contato próximo com a criança. Segundo as informações divulgadas, o bebê não frequentava creche.

No momento, a Vigilância Epidemiológica aguarda os resultados finais dos exames laboratoriais. Entretanto, já há registro de hemocultura coletada durante o período de internação com indicação de positividade para a doença.

A doença meningocócica é causada pela bactéria Neisseria meningitidis, conhecida como meningococo, e pode se manifestar de diferentes formas clínicas. Entre elas está a meningococcemia, apontada como a causa do óbito. Trata-se de uma infecção generalizada provocada pela mesma bactéria, que apresenta evolução rápida e alto risco à vida.

A transmissão ocorre principalmente por meio de secreções respiratórias, como saliva e gotículas liberadas ao falar, tossir ou espirrar, especialmente em situações de contato próximo e prolongado entre as pessoas.

A principal forma de prevenção é a vacinação. Em Jundiaí, as vacinas contra a doença meningocócica são disponibilizadas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conforme o Calendário Nacional de Vacinação. Estão disponíveis a vacina meningocócica C, indicada para crianças a partir de três meses de idade, e a vacina meningocócica ACWY, destinada a adolescentes dentro da faixa etária recomendada pelo Ministério da Saúde.

As doses podem ser recebidas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nas Clínicas da Família do município durante o horário de funcionamento das salas de vacinação. Para a imunização, é necessário apresentar documento com foto ou certidão de nascimento, além da carteira de vacinação.

A Secretaria de Promoção da Saúde reforça a importância de manter a vacinação em dia e orienta que, diante de sintomas como febre alta, vômitos, rigidez na nuca, manchas na pele, sonolência excessiva ou irritabilidade — especialmente em crianças — a população procure atendimento médico imediato.

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