Botão do Pânico reforça proteção a mulheres atendidas pelo Guardiã Maria da Penha
Mulheres de Jundiaí vítimas de violência física, moral, patrimonial, psicológica ou sexual, acompanhadas pelo programa Guardiã Maria da Penha, contam com mais uma ferramenta de proteção: o Botão do Pânico. O recurso, instalado no celular, permite acionar de forma rápida e discreta a Guarda Municipal de Jundiaí (GMJ) em casos de descumprimento de medida protetiva, sem a necessidade de ligação telefônica.
O uso é exclusivo para mulheres com medida protetiva vigente e que estejam ativas no programa. Ao acionar o aplicativo, a GMJ recebe um alerta com o georreferenciamento em tempo real e envia viatura ao local. Segundo o diretor do Departamento de Inteligência em Assuntos de Segurança Pública, Odair Roberto Matenauer, a tecnologia facilita o acompanhamento e a identificação de quem descumpre a ordem judicial.
A GMJ Antonucci, integrante da equipe do Guardiã, lembra que as denúncias também podem ser feitas pelos telefones 153 e (11) 4492-9060. Ela reforça que as vítimas devem denunciar tanto o primeiro ato de violência quanto possíveis reincidências. Atualmente, 150 mulheres utilizam o Botão do Pânico. Em 2024, o recurso foi acionado 192 vezes.
Desde 2019, o Guardiã Maria da Penha recebeu 3.800 medidas protetivas de urgência encaminhadas pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP). Em 2024, foram 704 medidas, contra 661 no ano anterior, representando redução de 6%. Apenas em janeiro de 2026, a GMJ recebeu 78 medidas. O total de mulheres monitoradas atualmente é de 289.
Desde a criação do programa, já foram realizadas mais de 90 mil ações, incluindo entrevistas para avaliação de risco, rondas de fiscalização e visitas periódicas para acolhimento e verificação do cumprimento das decisões judiciais.
De acordo com o secretário municipal de Segurança Pública, Guilherme Balbino Rigo, a Prefeitura segue investindo na modernização da GMJ e no fortalecimento de programas como o Guardiã Maria da Penha. Ele destaca que os agentes estão preparados para prestar suporte desde o primeiro atendimento até a prisão de quem descumpre a medida protetiva.
